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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Detalhes de uma sessão de autógrafos- Contos dos Nosso Tempo

No passado dia 7 de Julho, sim eu sei que está um pouco atrasado, fui à sessão de lançamento do livro Contos do Nosso Tempo. Um livro composto por contos de vários autores que personificam uma lufada de ar fresco no nosso panorama literário.

A sessão decorreu na FNAC do Colombo e deixo -vos aqui algumas fotos:



Antes da sessão:




Momentos musicais deram o mote para a apresentação dos vários autores.





Francisco Abreu o editor da Esfera do Caos e o Miguel Almeida, coordenador do projecto, apresentaram os autores e trocaram dois dedos de conversa com a audiência.















O escritor João Pedro Duarte fez um belo discurso apelando à leitura de escritores Portugueses.

Referiu a importância de nos unirmos nesta altura e mostrar de que "carne" somos feitos!!





Na vossa próxima ida a uma livraria procurem este livro e leiam!






O conto do João Pedro Duarte é um belíssimo conto sobre a relação pai e filha. Eu no final chorei....















O contacto do público com os autores foi constante!








terça-feira, 19 de junho de 2012

Sugestão de Leitura: Contos do Nosso Tempo

 


Este é um livro feito por autores portugueses. Pequenos contos dão o mote para uma viagem por várias realidades. 


Eu ainda só li um dos contos a Balada Irlandesa do João Pedro Duarte. E adorei!!! Claro que como qualquer boa história chorei, mas achei a história linda e cheia de grandes aprendizagens. Só tive pena é de ser um pequeno conto pois acho que a história merecia um livro ;), mas não me vou adiantar muito pois espero fazer um post por cada conto ou pelo menos aqueles que mais me tocarem. 


Deixo -vos o prefácio para terem uma ideia. E claro está, aconselho este livro porque acho que devemos consumir mais o que é nosso e ajudar os nossos escritores a crescer.



Prefácio
Como é que se faz um conto? O que é um conto? Não sei. Sei lá. Afinal de contas, quem é que o sabe? Pior ainda, se a questão se põe em termos de qualidade. Como é que se faz um bom conto? Afinal de contas, o que é um bom conto?
Deixemos a palavra aos Grandes Mestres…
“O conto é uma forma literária encantadora.” – começa por nos dizer Trindade Coelho. “E o maior assunto, ou o mais complexo, cabe no conto, pela mesma razão que nas proporções delicadas de uma miniatura pode caber, desafogado, um grande quadro. Tudo se resume a uma questão de processo, e pelo que toca à emoção, o conto pode dá-la mais intensa, creio eu, do que o romance.” – conclui o autor, ele próprio um excelente criador de contos.
Concordo, mas ainda assim pergunto: tratar-se-á tão-só de uma questão de proporção e da intensidade de causar uma emoção?
Confrontado com estas mesmas questões, Gabriel García Marques, o grande escritor colombiano, diz-nos que “O conto não tem princípio nem fim: pega ou não pega.”.
Concordo, mas ainda assim pergunto outra vez: não é isto mesmo que acontece com todas as vertentes da vida, artística, literária, e não só?
Já quanto à dificuldade de escrever um conto, diz-nos ainda G. G. Marques, Prémio Nobel da Literatura em 1986: “O esforço de escrita de um conto curto é tão intenso como o de começar um romance. Porque no primeiro parágrafo de um romance tem que se definir tudo: estrutura, tom, ritmo, extensão, e por vezes até mesmo o carácter de uma ou outra personagem.”. 
A importância da primeira frase… A mancha significativa e significante que se começa a delinear sobre o papel… Enfim, o início da vitória sobre o vazio de uma página em branco…
Curto, emotivo, sem estrutura fixa, ou de qualquer maneira delineada, e difícil de escrever… 
Nestas mesmas características se revêem outros Grandes Mestres do conto, que na tradição literária portuguesa se instalaram tardiamente, só por volta do Século XIX, pela via dos escritores românticos. 
Mas, ainda que tardiamente, o conto assumiu-se desde logo com marcas e características próprias, que lhe conferiram identidade, permitindo distingui-lo de outras formas de expressão.
Curto, emotivo, sem estrutura fixa, ou de qualquer maneira delineada, e difícil de escrever… 
A estas características, e talvez por causa delas, deve juntar-se ainda o fulgor narrativo e a essencialidade da linguagem, que permitem distinguir o conto, por exemplo, do romance, com que normalmente é confrontado.
“No conto” - diz-nos Eça de Queirós, entre nós um dos maiores e mais exímios criadores de contos – “tudo precisa de ser apontado num risco leve e sóbrio: das figuras deve-se ver apenas a linha flagrante e definidora que revela e fixa uma personalidade; dos sentimentos apenas o que caiba num olhar; da paisagem somente os longes, numa cor unida.”.
Contos do Nosso Tempo, o livro que a Esfera do Caos Editores em boa hora se decidiu publicar, dando assim continuidade a uma linha de publicação onde já se inscrevem, por exemplo, as obras Os Melhores Contos de Oitocentos – Antologia Inédita (2006) e Contos de Outros Tempos – Antologia Inédita (2008), alimenta-se destas mesmas idiossincrasias que fazem a natureza concreta e específica do conto. 
Poder-se-á falar de identidade do conto? Não sei. Sei lá. Talvez. 
Certo, certo, é que Contos do Nosso Tempo é uma “obra comum”, que conta com vinte e uma participações, onde cada autor, cada história, cada conjunto de histórias, leva a marca do seu criador. 
Certo, certo, é que os textos que aqui se apresentam não obedeceram a nenhuma fórmula prévia, nem tal existe para poder ser imposta e seguida. 
Em contrapartida, cada autor, cada história, cada conjunto de histórias, alimentou-se a si mesmo com o risco da sua própria liberdade criativa, assim como com o desejo de escrever pelo puro prazer de escrever. 
Liberdade criativa, gosto de escrever por escrever, aliados à vontade de partilhar, não definem certamente as características do conto, mas é disso mesmo que se alimentam estes Contos do Nosso Tempo, e é muito disso que eles têm para oferecer aos seus leitores.
Miguel Almeida (coordenador e co-autor)


Neste livro vão encontrar excelentes contos/conjunto de contos de 21 co-autores:
Cecília Vilas Boas
Maria Fernanda da Silva Ascenção da Rocha
Ana Maria Domingues
Maria Cristina Monteiro Correia
João Carlos Sousa Silva
Álvaro José Ferreira Gomes
Vítor Manuel Alves Fernandes
Humberto David Costa Oliveira
Ana Paula Simões e Silva Fonseca da Luz
Carlos Alberto Alves Vilela
Sérgio Sá Marques
Catarina Janeiro Coelho
Daniela Gomes Pereira
Miguel Jorge Azevedo de Almeida
Emílio Gouveia Miranda
Maria Eugénia Ponte
João Pedro Duarte
António Baptista de Oliveira
Rúben Alexandre Rosa de Brito
Maria Helena Almeida Lopes
Carlos Filipe de Sousa Almeida