Para quem não sabe a cultura Romani é o que conhecemos por ciganos.. è uma cultura que me atrai bastante sobretudo pela união familiar que ali se vive.. Como toda a gente sabe sou grande apreciadora das feiras e posso me gabar que alguns ciganos já me conhecem e têm para comigo uma relação de confiança e lealdade que eu, obviamente correspondo...
Há um aspecto que me chama muito a atenção e como psicológa social o tema ainda me chama mais a atenção é o porquê da ausência de incesto na comunidade cigana?? Já pensaram nisso?? De facto, todos os dias sabemos de casos em que pais abusam das filhas, tios abusam de sobrinhas e muitas vezes nascem crianças dessas relações.. E eu pergunto e na comunidade cigana?? De facto não existe. E será que deriva do facto da comunidade cigana assentar numa forte crença familiar associada á ideia da virgindade no casamento? É esta a minha convicção.... Penso que a construção social que eles fazem dos filhos/filhas é assente na sua visibilidade social enquanto membro da comunidade e que não pode ser "manchada" por nada...
Pode ser que um dia consigo estudar o caso de modo apropriado e perceber ao menos os factores e condicionantes....
Enfim, fica aqui o desabafo...
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quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Loiras burras....
Achei este artigo muito interessante.
De acordo com o 24 Horas, datado do dia 20 de Novembro, um estudo publicado no muito conhecido "Journal of Experimental Social Psychology", os homens mudam de comportamento diante das loiras, ficando mais burros....
De acordo com o psicólogo Thierry Meyer o desempenho intelectual masculino desceu quando estes foram expostos a fotografias de mulheres loiras. Para os investigadores a explicação para este fenómeno prende-se com o estereótipo existente das loiras burras, que podem ter influência no comportamento dos observadores, isto é as pessoas perante um estereótipo tendem a comportar-se de acordo com o mesmo...
Na minha opinião, das duas uma: ou falta aqui alguma coisa ou o estudo foi mal feito....Tenho de ir procurar este artigo e ler com atenção...
De acordo com o 24 Horas, datado do dia 20 de Novembro, um estudo publicado no muito conhecido "Journal of Experimental Social Psychology", os homens mudam de comportamento diante das loiras, ficando mais burros....
De acordo com o psicólogo Thierry Meyer o desempenho intelectual masculino desceu quando estes foram expostos a fotografias de mulheres loiras. Para os investigadores a explicação para este fenómeno prende-se com o estereótipo existente das loiras burras, que podem ter influência no comportamento dos observadores, isto é as pessoas perante um estereótipo tendem a comportar-se de acordo com o mesmo...
Na minha opinião, das duas uma: ou falta aqui alguma coisa ou o estudo foi mal feito....Tenho de ir procurar este artigo e ler com atenção...
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Medo de ter o medo....

Quando sentimos a morte a roçar a pele, num pulsar de ondas que nos cobrem o corpo e quase nos faz desfalecer, nesse momento sentimos o pior dos sentimentos humanos: o medo.
Pior do que o medo racional de algo, alguém ou de uma situação, é o medo do nada e ao mesmo tempo de tudo.
É isto que caracteriza o conhecido Distúrbio de Pânico. Embora não existam dados concretos, calcula-se que de dois a quatro por cento da população mundial sofra desta doença. Em Portugal, as estimativas apontam para mais de meio milhão de pessoas afectadas. Este distúrbio caracteriza-se pelo aparecimento em poucos minutos, cerca de 10, de uma sensação de desconforto que se vai agravando acabando por se tornar numa sensação de terror, pânico ou mesmo a sensação que vamos morrer. Por norma estes ataques aparecem de surpresa e sem aviso prévio. A pessoa pode estar em casa, na rua, num transporte, no carro, na discoteca, ou mesmo num cinema. O local é indiferente mas o que é certo é que a partir do primeiro ataque, outros se sucedem em curtos espaços de tempo, dotando o indivíduo de uma incapacidade incompreensível. Regra geral, este distúrbio leva a outras perturbações como a depressão, tentativas de suicídio, medo generalizado, agorafobia, entre outras. A maioria das pessoas que sofrem deste distúrbio têm a plena sensação que vão morrer, e muitas vezes são levadas ao hospital com o diagnóstico de ataque cardíaco e insuficiência respiratória. A partir daí os ataques sucedem-se de forma galopante e regra geral as pessoas descrevem todo este processo como o "medo de ter o medo".
O tratamento é sobretudo farmacológico, tendo resultados muito positivos em cerca de 70 a 90 % dos pacientes. Por vezes é feita a terapia comportamental de modo a dotar a pessoa de técnicas que as ajudem em caso de novas recaídas ou a identificar os sinais iniciais de uma possível crise de modo a travar a mesma.
Este distúrbio afecta milhares de pessoas, trancado-as em casa, despersonalizando-as por completo e acima de tudo é uma luta para a vida, pois não tem cura. No fundo as pessoas não vencem o medo, apenas sobrevivem a ele....
Este distúrbio afecta milhares de pessoas, trancado-as em casa, despersonalizando-as por completo e acima de tudo é uma luta para a vida, pois não tem cura. No fundo as pessoas não vencem o medo, apenas sobrevivem a ele....
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