domingo, 18 de abril de 2010

Negrura

O quarto enegrecido pelo tempo mostrava a pequenez das coisas.
Eu contorcia os dedos e fechava os olhos na esperança de uma nova nova realidade surgir e eu vivesse outra história. O cheiro a humidade afogava as narinas e lembravam o meu berço. Cerrei novamente os olhos com força e senti o ódio que corria nas veias.
O sentimento de pequenez vive e fala por mim como se fosse dono. Muitas batalhas se travam para quê?
Para vivermos impregnados no que crescemos e vivermos acorrentados às teias de um bafio há muito carregado.
Arrumei as roupas e rogava pragas ao universo, torturava as mãos como um tique nervoso.
o urso que está na prateleira de cima tem um olhar triste como se pedisse para ser resgatado da negrura. Olhei para ele e fiz a boa acção do dia.. Abri o caixote e deitei-o fora.
Pelo menos alguém se salvou deste barco.
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