quarta-feira, 14 de abril de 2010

A primavera ausente

A primavera ausente que se fazia sentir recordava-me a tua ausência como um estado febril que purga o corpo das maleitas do espírito.
Escrevias com afinco na mesa de madeira com a janela a fazer de miragem para os longos pensamentos que tinhas para o papel.
Desci as escadas e permaneci imóvel, na esperança de não te acordar desse estado e fazer a magia durar.
Ainda sentia o ar quente de beijos outrora trocados e o pulsar de mãos que penetravam nos corpos suados.
Senti o teu beijo e deixei-me levar pela paisagem da janela...
Lá fora o mundo decorria sem saber do mundo mágico que tinha descoberto.
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