quinta-feira, 3 de janeiro de 2008


O nevoeiro permanecia como uma alma penada,

as sombras revelavam contornos estranhos,

figuras fugazes e frias, como um mau agoiro.

Acelerei o passo na esperança de fugir daquele lugar sombrio, sem vida..

O sol não penetrava na imensidão branca que pesava, provocando um calafrio..

As árvores não se mexiam como se estivessem paralisadas com medo..

Tal como eu...

Naquele lugar não há vida..

Fugi, corri, gritei por ti

as minhas pegadas ficavam para trás como marcas do meu terror..

Estou tão cansada de correr... não consigo sair daqui...

Nisto,
Ao fundo uma figura se movimenta na minha direcção..

Os seus contornos são familiares, o coração começa a bater cada vez mais forte.

És tu amor!!! Vens me tirar daqui!!

o céu abriu, o sol rompeu, há vida novamente..

Voltei a viver.. as árvores exaltam a tua vinda, meu tesouro..

Sem ti, de facto a minha vida não tem cor...
Amo-te...
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