domingo, 15 de novembro de 2009

o cão ladrava de forma irritante e persistente, mandei- o calar pois precisava de sossego para te escrever a derradeira carta.
Já sabes como sou, prefiro dizer-te as coisas impressas do que te olhar nos olhos novamente.
Queria dizer-te muitas coisas, mas no entanto a folha de papel está em branco...
Bato com a caneta no papel como se esperasse que por magia a caneta ganhasse vida e escreveria tudo o que tenho para te dizer...
Rasgo a folha com remorsos porque não fui capaz de fazer algo tão simples..
Tu fizeste algo ainda mais difícil e vives..
Agora compreendo os poetas que tanto querem escrever, e sentem as palavras mudas na garganta.. É uma inquietude ter um mundo para dizer e não ter quem ouça..
Se já foi assim contigo, porque seria diferente com outra pessoa?
Coloquei a caneta no porta canetas fechei a janela e dei por mais um dia terminado..
Alias como diz o povo "dos fracos não reza a história" e a minha história ainda não a sei contar...
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