quarta-feira, 24 de junho de 2009

Adeus....

Hoje deixei-te ir... tal como um barco que se deixa ao sabor da maré,
cortei as amarras que me prendiam a ti...
causaste-me tanto dano mas ainda te agarrava com as pontinhas dos dedos na ânsia de te recolher no meu abrigo e te ensinar um outro sentido.
Tal como a criança agarra no seu brinquedo, eu agarrei-me à ilusão de que irias considerar, que as palavras que proferiste não eram para mim, não deviam ser para mim..
Eu queria o teu arrependimento sincero, não um pedido de desculpas a soar a culpa.. à minha é claro....
Arranquei a minha pele, engoli palavras que não me descreviam minimamente e de ti não obtive o que queria: a tua admiração, o teu desejo ... o teu amor...
Vários sinais me cruzaram, avisando do perigo que corria e eu ignorei porque acima de tudo queria estar contigo.. e eles vinham e vinham...
Até que o corpo não aguentou mais... e há momentos que temos de dizer BASTA!!
não tens de me humilhar, de me ferir, sem razão.
Quiseste deixar-me. Então vai... foge daqui, já me deixás-te uma vez, porque não outra?
Cortei as amarras... com doí... o amor doí como cura, odeia como ama, humilha como é humilhado..
quem o inventou foi louco, insano ou tolo...
Hoje soltei as amarras, as primeiras pois vais inundar os meus pensamentos, penetrar nas minhas emoções, tenebrar o meu corpo com as recordações, sugar o meu corpo de desejo, e humilha-lo nas tuas acções...
por isso deixo-te ir...

vai... vai sabor do vento, da maré, sai do meu porto, pois por mais que custe tu aqui já não tens lugar...
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