sábado, 9 de julho de 2011

Ricardo Pereira e Mafalda Pinto: o Brasil no coração e Portugal na sola do pé.



Eu ando com uns nervos destes dois que nem vos conto... Ambos são jovens portugueses que desde que descobriram o Brasil subiu -lhes o estrelato à cabeça e agora querem se tornar cariocas riscando do mapa a nação que lhes deu a conhecer o grande público.

Na semana passada na Revista Nova Gente li uma entrevista desta menina e fiquei para morrer. A menina depois do seu romance como o Rogério Samora foi viver para o Brasil, concretamente para o Rio de Janeiro. E o que eram para ser umas férias passou a permanente e o que me chocou é que ela anda a ter aulas específicas para perder o sotaque português de Portugal, pois diz que quer trabalhar lá e afirma com um certo orgulho que quando alguém a conhece já não percebe que ela é portuguesa...

Os meus comentários são:

1. As pessoas normais, ou que vivem no mesmo mundo que eu quando têm um problema não têm condições de fugir para um clima tropical. Aguentam os problemas com a mesma vida de sempre.
2. Não percebo  por que os portugueses quando trabalham no Brasil têm de falar um português brasileiro. Os brasileiros quando vêm cá ninguém os obriga a falar Português de Portugal. Alias, os actores brasileiros são tão bem tratados quando vêm cá que depois acontecem cenas tristes como a que vimos com a Maitê Poença (essa ainda me está entalada).
3.Por mim a Mafalda podia lá ficar para sempre, era um favor que fazia, pois como actriz não acho que seja  grande coisa.
4. Será que a revista portuguesa ainda lhe pagou para dar esta entrevista?

Outro exemplo é o actor Ricardo Pereira.

Depois de um casamento pago por patrocínios (enquanto o povo se quiser casar tem de pagar), agora vai ser pai e então resolveu contar aos sete ventos que o filho vai nascer no Brasil pois foi o pais que tão bem lhe acolheu. Recordemos que se não fosse a sua ascensão na televisão portuguesa poderia nunca ter passado de um  mero estudante de psicologia. Agora como é fino Portugal não lhe interessa.
À semelhança da Mafalda o Ricardo também nos seus trabalhos fala de um modo estranho, segundo me disseram os brasileiros não percebiam o que ele dizia... Hum contem -me histórias de embalar....


Ou seja temos dois exemplos de jovens que são conhecidos devido a trabalhos que fizeram cá e agora já não lhes interessa o prato de onde comeram. 
E agora também só faltava virem fazer cá o baptizado e ainda lhes pagarem a festa....
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